É engraçado. Eu não consigo comemorar meu aniversário, simplesmente não consigo. Vou ficando mais velho, apenas isso. E, convenhamos, não é exatamente um mar de rosas envelhecer. Ainda mais quando olho pra trás e vejo as possibilidades de acumular incríveis experiências e histórias que poderiam vir a ser eternas que não vivenciei por preguiça ou pequenos obstáculos e fiquei em casa reclamando do tédio que aceitei de braços abertos. Captaram a ironia da cena? E logo eu que de praxe responde, 'deixo pra depois', 'faço na última hora' para tarefas e deveres que considero - de certa forma - supérfluos, respondi da mesma forma para a minha toda-poderosa adolescência um sonoro 'faço depois!' É engraçado como a gente valoriza muito mais o agora quando nos encontramos encurralados pelo tempo.
Mas não me arrependo de ter dito esse 'faço depois'. Afinal meu irmão, aprendemos com os erros. Me sinto evoluído. Como se alguém tivesse aberto meus olhos e gritado ao meus ouvidos em plenos pulmões, 'CARPE DIEM!'. Então, à minha cosciência, um brinde!
